sábado, 19 de janeiro de 2019

Série "Artigos Antigos" - Problematização da fotografia enquanto arte

Ora ora, do que é hora agora? hora de tirar poeira do blog e depois da renovação de domínio!
E por que só fazer isso agora, depois de um ano inteiro sem postar nada? Primeiramente porque tinha que arranjar algo para fazer enquanto tomo sol e dou uns mergulhos aqui no clube perto de casa! Afinal, também tenho direito de aproveitar o verão! Segundamente,porque a ferramenta de voz para texto do celular está me ajudando opacas neste ponto já que ultimamente me anda dando muita preguiça de digitar no teclado! Terceirizadamente porque bateu saudade, e pronto!
Mas a principal das razões é a de que eu havia decidido no início de 2018 que eu tinha muito que viver e melhorar a minha vida em vez de ficar discutindo sobre as coisas que os outros fazem (um descoladinho de internet que eu seguia quando tinha Twitter dizia que essa teorização excessiva era muita falta de chupar c* - de fato a vida é muito mais do que sexo, especialmente os homens deveriam perceber isso - mas essa de viver intensamente admito que já meti a língua em muitos buracos onde nenhuma Adriana jamais Esteves e o mais importante é que saí limpo, porém não sem alguns machucados )
Enfim, depois de concluir minha pós-graduação, focar na recuperação do meu pai, voltar a exercer liderança profissional, vomitar todas as pessoas tóxicas da minha vida, trocar o fumo, a imaginação excessiva e a filosofia de porta de boteco pela natação, pelo prazer na leitura e pela participação em grupos de maior identificação intelecto-cultural (notadamente associar-me à Mensa Brasil fez uma diferença extremamente positiva neste ponto), AGORA SIM me dou o direito de voltar a postar no blog, sem expectativas nem projetos novos que nunca sairão do rascunho no Word!
E, nessa de transferir conteúdos de um computador para outro e limpar a minha nuvem de backups, tenho encontrado artigos da faculdade que valem a pena ser compartilhadas por aqui, já que esta era a proposta inicial do blog quando o criei. Daí vem o título da série: "artigos antigos" - espero que curtam! E não esqueçam de seguir a página pelo facebook e pelo Instagram!

PROBLEMATIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA ENQUANTO ARTE

O par de versos de Drummond “Fotografia – é o codinome / da mais aguda percepção” soa como uma paráfrase da famosa expressão “uma imagem vale mais do que mil palavras”, que na contemporaneidade poderia ser substituída por “um programa midiático vale mais do que mil imagens”. A via oral para manutenção de tradição e transmissão cultural foi, no decorrer dos séculos, perdendo terreno para a via escrita, e esta segunda, a partir de meados do século XX, passou a ser um recurso combinável (e não único, isolado), assim como as artes plásticas, a fotografia, a filmagem e tantos outros, dentro da via multimidiática. Frise-se que a midialogia, além de ganhar recentemente o status de ciência no Brasil e no mundo, é atualmente a 5ª graduação mais concorrida da UNICAMP – 42,6 candidatos por vaga.1 Havendo atual necessidade de documentação ampla, diversificada e convincente (o que nem sempre é sinônimo de verídica) de acontecimentos e de ideias na comunicação globalizada, a foto enquanto logos ainda é um dos recursos mais expressivos e utilizados em nossos dias.
Por que “ainda”? A invenção de 1826 que deu origem à filmagem, entre outros recursos multimídia que a utilizam como componente, detém o atual status de arte por exigir bem mais do fator humano (técnico, criativo) do que do tecnológico. É necessário ter feeling, enquadramento, dinamismo e ampla participação social como testemunha ou participante documentador. Viver para fotografar e fotografar para viver. E quem não tem perfil de fotógrafo, mas não deixa de ter ideias para trabalhar com imagens? Pode “apelar” para a Computação Gráfica. Segue abaixo uma imagem onde técnicas de fotografia e de manipulação de imagens tanto se contrastam quanto se combinam:
Não que os “photoshops” da vida sejam uma ameaça à arte de fotografar; trata-se de recursos e objetivos opostos, mas que podem ser combináveis entre si. Em linhas gerais, a principal diferenciação pode ser: fotografia como captura da realidade, computação gráfica como geração de fantasia.
Ora, não é à toa que a fotografia é tão simultaneamente descolada e enaltecida na era contemporânea, tomando como ícones tanto pessoas reais, como o mítico Albert Kahn, quanto fictícias, como a “heroína” Amelie Poulain, cujo filme é uma aula de fotografia em cinema. Mas some-se a isso a facilidade de acesso ao recurso através das câmeras digitais e das embutidas em celulares, laptops e tablets que o século XXI trouxe ao mundo e temos um interessante fenômeno social urbano: “todo mundo” quer, tenta ou pensa que pode ser fotógrafo.
O colunista Luis Antônio Giron, da Revista Época, defende em seu artigo O Instagram e a cegueira2 que “O aplicativo está estragando as nossas visões de mundo. Pior: aboliu os fotógrafos de verdade” (note-se a aproximação fonética entre “Instagram” e “estragando”). O Instagram é um misto de aplicativo e rede social que aplica filtros profissionais em fotos comuns de celulares e as compartilha entre usuários conectados entre si, fazendo com que qualquer jovem se sinta o novo J. R. Duran. E o mais inesperado é que os próprios fotógrafos profissionais ou semi-profissionais estão se valendo de tal recurso, conforme descreve o colunista: “Na luta pela sobrevivência para enfrentar a atual seleção natural imposta pela tecnologia, os fotógrafos estão se tornando usuários como quaisquer outros. Usam filtros que eu também posso usar, e me fazer passar por gênio do olhar ‘cool’. Com os artifícios do Instagram, todos os usuários são capazes de produzir imagens digitais tão curiosas que podem se autodenominar fotógrafos – mas os resultados se mostram não tão impressionantes que possam ansiar o status de artistas. Usuários e fotógrafos se nivelaram – e por cima, por meio da alta tecnologia.”
Seriam os novos “Antonino Paraggi” de Ítalo Calvino, obcecados por fotografar tudo ao redor de suas vidas justamente para fugir delas. Pessoas que viajam ou chegam numa festa ou happy-hour e passam mais da metade do tempo na mesma tirando fotos entre si ou dos arredores e compartilhando informações nas redes sociais do que efetivamente aproveitando o momento. Como disse Susan Sontag em Na caverna de Platão, “[Sendo] um modo de atestar a experiência, tirar fotos é também uma forma de recusá-la”. Na tentativa de se capturar o instante decisivo, se perde-o, e é aqui que o par de versos de Drummond pode passar a ser iniciado com a expressão “nem sempre”.
É por causa de “cabacices” tecnosociais como esta que perdura-se nas gerações mais maduras de cada época a tendência de se enxergar cada nova tecnologia (e atualmente surge uma a cada dia) como oponente da arte, e não entidade coexistente com a mesma. Como se a própria fotografia já não tivesse sido tecnologia de ponta e inimiga da pintura, que após esta fase foi reinventada a cada autor ou movimento e chegou a um patamar de multiestéticas praticamente ininteligíveis para pessoas comuns ou sem alta instrução artística.
Agora, se a arte de fotografar foi “banalizada”, é também em grande parte porque as contemporâneas mídias sociais facilitaram ainda mais uma ação humana presente desde os primórdios da humanidade: a cópia. E esta sim pode ser considerada a real inimiga da arte. Conforme considera Walter Benjamin, “Mesmo na reprodução mais perfeita, um elemento está ausente: o aqui e agora da obra de arte, sua existência única, no lugar em que ela se encontra”. De fato, ver o Guernica de Picasso no Museu de Reina ou numa imagem da internet não chega nem perto do que deve ter sido ver o mesmo painel na Exposição Internacional de Paris ou no Pavilhão da República Espanhola nos tempos da Guerra Civil e do levante do nazismo. Mas já que tal sensação é inalcançável no presente contexto, surge o anseio pela cópia como “o máximo que se pode alcançar” desta sensação. E, hoje, tanto técnica quanto tecnologia permitem que a Monalisa surja tanto em quadros falsificados que atingem, digamos, 95% de fidelidade, quanto em estampas de camisas e canecas para turistas.
O mesmo Benjamin defende que esta “aura” da existência única se perde na sua existência serial, o que, atualmente, é impossível de se evitar. Qual é a salvação, então? Interferindo subjetivamente, acredito que esta aura na verdade esteja em outro local de qualquer obra de arte que seja. Para exemplificar, migrarei da fotografia e da pintura para a street art.
Como ex-membro de uma das várias “grifes” de pixação que tocavam o terror no patrimônio público e privado geral nos anos 90 quando adolescente, ainda conservo relações com alguns “trutas de função” que migraram do pixo para o grafite artístico ou profissional e, em alguns casos, destes para a street art. Meu colega August6669, que hoje atende a pedidos de grafitti/street art comercial, citou em uma de nossas conversas (transcrição “de memória”):
“- Não é que eu cobre caro. Eu dou um valor pra isso porque as pessoas ‘pagam um pau’(admiram) para o que eu faço na rua mas não sabem como fazer. Eu aprendi a viver disso. Mas o que eu faço dentro da casa ou no muro da pessoa nunca vai ter a mesma qualidade do que eu faço na calada da noite por duas coisas. Uma: na rua eu expresso a minha ideia, não a que o cliente quer que eu expresse por ele; duas: eu não vou ter lá, no conforto do lar e com a autorização do dono, a adrenalina de estampar lá fora uma ideia que eu quero que todo mundo veja, que entenda, que ache legal, não vou ter a ‘brisa’ de enfrentar os ‘gambé’ (polícia), os vizinhos X-9 (delatores), a liberdade de parar no meio quando quiser ou precisar e ir amadurecendo na mente a continuação pro momento seguinte, pra quando eu voltar lá...
- (eu) Então Adrenalina, brisa, liberdade, não só influenciam teu trabalho como são parte dele...
- Eles são A PRÓRPIA STREET ART EM SI. Esse é o meu 100%.”
Com isso, acredito que a verdadeira “aura” da obra de arte pode não estar nem na sua originalidade, que não é imune à cópia no contexto atual e futuro, nem no contexto na qual ela se insere. Ela pode estar tão somente no ato realizador do artista em si, no feeling e na percepção aguda da fotografia, na entrega técnica e sentimental da música, na condução múltipla de elementos da filmagem, entre outros casos. Ainda que se aperfeiçoem e se enriqueçam exponencialmente as hermenêuticas e eróticas das artes múltiplas, a melhor maneira de se entender e se sentir uma arte ainda será: sendo um artista.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

"É SÓ NÃO GRITAR" - Os desdobramentos da gravação de um curta sobre pedofilia

Salve geral pros seguidores do site, belezura?

Pois é, faz um tempo que não ando postando por aqui. Aliás, desde que troquei meu domínio para ".com.br" a entrega saiu pior do que a encomenda: esperava ter maior exposição aqui no HUEsil, porém vejo que a maioria dos interessados no meu conteúdo parece vir de fora mesmo. Sei lá se eles usam tradutores automáticos ou manjam mesmo português, mas eu estudo voltar a trabalhar com o domínio apenas ".com" na próxima renovação. Veremos.

Por ora, muita coisa mudou em minha vida: voltei a morar em SP, não só para ter uma banda larga que preste, como também para cuidar de meu pai e para ficar mais próximo do trabalho e do meu convívio social como um todo. Mas, é claro, meu convívio social também mudou. Convívio anti-social, diria atualmente, já que ando de saco cheio de tudo mesmo: amigos, amantes, baladas... bem estilo o Zillean do foda-se, manja?

Então pra cortar o tédio ando fazendo algumas coisas novas. Um MBA em Gestão Pública, pra ser mais preciso. Porém, o lado corporativo não dá porradas em mim sem que o lado artístico revide, e eu aceitei o convite de uma amiga das artes, a produtora Karine Edmara Lopes, da RECOF produções, para a gravação de um curta sobre pedofilia, no qual além de interpretar o vilão, o pai de família e cidadão de bem Afonso, arquetípico do hipócrita pseudomoralista defensor do Bolsonaro e o escambau que você puder imaginar, também tive a honra de batizar o curta com o título "É só não gritar", frase chavão dos aliciadores intimamente ligada ao silêncio das vítimas.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Liminar da "cura gay" - razões e falácias

Salve seguidores!

E aí, já se vacinou contra o vírus do arco-íris? Ou você também acha que não precisa ter cura para o que não é doença?

Fora do ACORDA PRA CUSPIR, decidi gravar este vídeo pra não perder o timing sobre a discussão. Que esteja registrado nos anais da internet!


Abraços por trás a todxs!

domingo, 23 de julho de 2017

ACORDA PRA CUSPIR - Estamos criando uma geração de alcoólatras?

Salve simpatia, seguidores do site! (Ou mesmo os desavisados que clicaram aqui por uma pesquisa qualquer hehehehe...)
O ACORDA PRA CUSPIR está com vídeo novo no ar! Claro, falar é mais rápido que digitar, mas editar e postar tb dá um trabalho danaaaado...
E, como estamos num domingo à noite, o video vale tanto pra quem tá enfrentando a ressaca do sabadão como pra quem vive pedindo uma saideira atrás da outra!


segunda-feira, 24 de abril de 2017

Acorda pra Cuspir - 5 MOTIVOS PARA NÃO ACOMPANHAR REALITY SHOWS MUSICAIS

♪ Lá vem o Manjja lá, laralalá lalá, laralalá lala laralalááááá... ♫

Ah, quem não cresceu acompanhando shows de calouros na TV quando criança, né? Porém o formato foi evoluindo, chegando nos atuais reality shows de seleção musical e é aquelas né... Tudo que é lançado como "reality" me cheira a "fake" de longe!

Pensando nisso, o Acorda Pra Cuspir lançou um novo vídeo abordando os The Voice da vida! Confiram lá! Abraços!


sábado, 28 de janeiro de 2017

ACORDA PRA CUSPIR - 6 MOTIVOS PRA VOCÊ NÃO APOSTAR NA MEGA DA VIRADA (OU EM NENHUM OUTRO SORTEIO DELA HEHEHE...)

Enfim 2016 havia acabado, e já estamos encerrando o 1º mês de 2017! Mas foi necessária uma pequena pausa na programação para manutenção de nossos transmissores, apenas o tempo necessário para você descansar e se preparar para um novo dia, uma nova vida! (🍄1UP!)

Zoeiras à parte, o ACORDA PRA CUSPIR foi reativado do nada, e decidimos fazer um vídeo de final de ano falando sobre a Mega da Virada, mas aplicável às loterias em geral! Confira aí! 



Então, se tá caindo de paraquedas e tá cansado de ver os mesmos youtubers enjoativos de sempre, aproveite e assine nosso canal! E se ligue nas novidades que iremos oferecer em breve! #FicaDica do Manjja pra vocês, caros seguidores do site!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

CANTADAS RACIONADAS (OU: O AMOR NOS TEMPOS DO CANTAREIRA)




( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, você não é o Sistema Cantareira mas estou te secando faz um tempão, viu?

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, meu amor é como água: sabendo usar, não vai faltar!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, sabe o melhor meio de você economizar água? Tomando banho comigo, sua LIMDA!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, sua presença faz chover na minha represa!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, vamos fazer uma dança da chuva pra eu sair dessa seca histórica?

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, não sou reservatório mas você aumenta meu nível!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, vem testar minha capacidade total de bombeamento!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, pra economizar água vou te dar um banho. DE LÍMGUA!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, vou te apresentar meu programa 300%. Preenchendo 100% de cada reservatório vazio teu!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, aconteça o que acontecer, eu não interrompo teu fornecimento à noite!

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, com esse teu corpão qualquer volume morto fica vivinho da silva, viu?

( ͡° ͜ʖ ͡°) Gata, não sou vazamento de água na rua mas vou te deixar toda molhadinha, SUA LIMDA!

Resultado de imagem para stand-up paddle
Gata, vc nessa prancha deixa meu remo em permanente stand-up! ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Quem sabe, com amor e humor, a galera aprende a economizar água pra valer, né??? Pratiquem na balada e, se puderem, comentem os resultados!

Colaboração da twitteira @lalimols #FF

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Resgatando uma crítica perdida de "Gente grande" em algum recôndito da internet...

Salve galeraaaaaa!!! Hoje é dia de flashback!!!

Estava eu tentando resgatar meu histórico do Orkut pelo Google Takeout. Não o consegui. Porém, encontrei algo que estava praticamente esquecido nos recônditos da internet: meu perfil no STOA, a rede social da USP! E não é que encontrei lá a primeira crítica de filme que fiz para a Áporo, a revista dos alunos do curso de Letras? Foi bom ver como eu escrevia à época. Assim, como faz tempo que não posto uma coisa diferente (já que o foco atual são as gravações do BCAA Project, o qual vocês conhecerão mais tarde), segue esta crítica ao filme "Gente grande" publicada em 2010!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Uma breve história do motoclubismo no Brasil e no mundo



Ponha o motor pra funcionar

Dirija-se para a estrada

Em busca da aventura

Não Importa o que aconteça em nosso caminho




(tradução da primeira quadra de versos de “Born to be wild”, da banda Steppenwolf)


Não é que os moto clubes pareçam todos iguais; o fato é que eles seguem os mesmos cânones (padrões) de comportamento: motos iradas (em sua maioria, customs – o estilo das famosas Harley-Davidson), viagens pelo país todo, roupas de couro e metal ou de motivos militares, cerveja e rock n’ roll. Os simpatizantes nem sempre buscam a origem deste estilo de vida, como começou e porque é o que é hoje: eles simplesmente acham “muito louco” e pronto: quando vêem, estão dentro, acompanhando tudo.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

HAJA FIBRA - Minha luta para ter banda larga em casa (PARTE 4 - Conclusão)


Salve, salve, galera do blog, seguidores e curiosos em, geral! Estava eu aqui revisitando algumas postagens antigas e reparei que havia deixado em aberto a série HAJA FIBRA. Mancada minha, eu sei. Mas ando ocupado em elaborar novidades pra lançar na rede, e em breve elas serão anunciadas também por aqui e nas nossas redes interligadas. Porém, é com felicidade que anuncio que o referido martírio seriado chegou ao seu final! Ufa!


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

SYMPATHY FOR THE DJAVAN: Análise da música "Açaí" e da poética de Djavan no geral



Salve Galera! Finalmente acabou este meu ano de sofrência que foi 2015! Quase fui pro beleléu algumas vezes, mas vaso ruim não quebra e nem acumula água parada, então cá estou aqui, vivo e ativo!

E, entrando em 2016, percebi que já fazia um tempo que eu não fazia análises musicais, né? Pois então, estimulado pelas tuiteiras Maura (@Causaturpis) e Amihashi (@Amihashi), decidi fazer uma análise não só desta música (ainda por cima de graça, só pra alimentar o blog e ver se ganho uns seguidores a mais no twitter mesmo), mas também do que está por trás do sistema de composição deste cantor tão cultuado dos anos 80 aos 2000 e tão execrado e satirizado nos dias atuais, fechando com um bônus surpresa ^^

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Poesia de feriado: ESTAMOS PRECISANDO



Estamos precisando nos enganar um pouco
Descontar no sexo a escolha da falta de Deus
Abandonar nossas imperfeições no escuro
Andar na rua despidos de pseudomoralismos

Estamos precisando de mentiras combinadas
E o meu nariz de Pinóquio é mais embaixo
Trancar os ideais de sonhos no inconsciente
Sem deixar que isto abale a base da amizade

Estamos simulando felicidade desencanada
Que a liberdade dói quando não há quem valha juntar
E fingindo que o presente é sempre bem melhor
Que os tempos dos corações batendo até rachar

Estamos precisando filtrar nossos passados
Tentando evitar preconceitos e maus-olhados
Colar com nossos gozos os cacos de nossas almas
Rolar as más lembranças em enormes baseados

Estamos precisando dar um foda-se às famílias
Sem que signifique desamor ou ingratidão
Pra nos aliviarmos da sociedade opressora
Ditando cânones com o ruído de uma impressora

Mas, sobre isto, não diga nada
Minha amizade colorida e ponderada
É disso que estamos precisando?
Mas até quando?
Até quando?

Até que o amor? Até o enjoo?
O que chegar primeiro alça voo?
Não, não ponha os pés pelas mãos
Não se pendure no vão em vão
Que assim tá bom, embora amargo
Como o café necessário pra começar o trabalho

O principal de tudo
É que a gente sempre esteve se gostando
E juntos ou distantes
Ajo pra que assim vá continuando
E num mundo
Com tanta gente fingindo amor e destilando ódio
O ato de gostar em si

Deve ser mesmo o que estamos precisando

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

TEXTÃO NÃO-SOLICITADO - a redução da velocidade nas marginais: contextualização e adaptações



Salve galera! Nestas últimas semanas o que mais tenho visto no face foi gente reclamando ou apoiando as polêmicas políticas de mobilidade urbana da capital aplicadas pelo Prefeito Haddad, notadamente as ciclovias e a redução de velocidade nas marginais e em outras vias. Tinha que dar a minha opinião, mesmo sem ninguém ter pedido, até porque, se é meu amigo meu no face e segue meu conteúdo, implicitamente tá pedindo minha opinião SIM!

terça-feira, 14 de julho de 2015

VOCÊ PINTA COMO EU PINTO? - A modinha dos livros de colorir para adultos

Salve salve, galera dos seguidores do blog, amigos do Face, arrobas do Twitter, parceiros do Dihitt e googladores em geral! Já estamos na metade do ano e todo mundo já tá nervoso pra cacete, né? Só desejando logo o fim do ano pra viajar, desestressar, etc...

E nessa de relaxar, tem entrado na moda uma estratégia que transita entre o über e a babaquice: os livros de colorir para adultos. Isso mesmo: se você está na faixa dos 30 anos deve ter ganho na infância aquelas revistinhas do Palhaço Alegria, dos Trapalhões ou da Disney para ficar pintando todo bonitinho, contornando com canetinha, preenchendo com giz de cera, ou mesmo rabiscando tudo fora de lugar com seus lápis de cor apontados nos dois lados (e sem pontas nos dois também). Pois agora que você está crescido, pode fazer esta atividade novamente com um pouco mais de critério para voltar aos tempos em que não estava tão cheio de preocupações, né?

quarta-feira, 10 de junho de 2015

HAJA FIBRA - minha luta para ter banda larga em casa (PARTE 3)

Cof, cof, cof... tá uma poeira danada aqui no blog, né? Pois é. tá mais fácil fazer textão no face que artigo pra blog hoje em dia. Mesmo assim, registro aqui o 3º capítulo da minha série sobre banda larga e paciência curta!

Como dito antes, alguns moradores da vila têm internet sem fio e sem franquia através da modalidade rádio. Como funciona? Simples: uma sede de pessoa jurídica é escolhida para receber um ponto de fibra ultradedicado que será conectado a uma antena emissora com cobertura para uma área de vários bairros, algo próximo da noção de distrito. Este sinal é distribuído a clientes residenciais finais que, ao aderirem ao pacote de distribuição de dados, recebem a instalação de uma antena receptora amplificada para garantir o acesso à velocidade oferecida.

Na região oeste da RMSP, a empresa mais conhecida no ramo é a Nobreak NET. Se acessarem o site, verão que eles nem sequer inserem no site informações sobre os planos oferecidos, mas o plano mais comum, assinado por conhecidos da região, é o de 5 mega de velocidade por 80,00. Relativamente vantajoso em comparação com o plano de 4 mega pra net cabeada da Vivo.



Bom, vamos fazer as contas pra chegar a uma estrutura básica hipotética do sistema de receita e despesa de uma empresa como esta:

A principal despesa será a contratação do ponto de fibra. O mais potente dos planos residenciais é de 229,90 por mês:


Porém, podem ser contratados planos empresariais ou coletivos de até 1 giga por cerca de 600,00 por mês.Vamos considerar este valor então. Mas se o objetivo é a cobertura de um bairro grande e cada ponto pode atender até 200 moradias, vamos considerar que 3 pontos de 1 giga seriam suficientes para um distrito, ou seja, 1800,00 de banda "por atacado" caso não haja uma promoção fechando por menos. Logo após, devem ser pagas as despesas do imóvel da empresa, como água, luz e aluguel. podemos perfazer aí uns 1000,00 por mês de aluguel mais 500,00 de água e luz. Com mais 400,00 / mês se pagam as despesas de um carrinho popular para transporte dos funcionários.

Uma empresa desta precisaria de pelo menos 3 funcionários: 2 instaladores e mantenedores de pontos residenciais e 1 pessoa para controlar os cadastros de clientes e receber/fazer pagamentos. Cada funcionário poderia receber em média 2000,00. Duplica-se o valor para pagamento de impostos e encargos trabalhistas e somam-se 12000,00 de gastos, mas isso SE a empresa contratar seus funcionários legalmente ao invés do sistema "pejotinha", onde só se paga o dinheiro vivo e o trabalhador se vira pra criar uma MEI e arcar com sua própria previdência. Portanto, 2500,00 por cabeça e sem mais pq é "bico" mesmo. Não contarei aqui os impostos municipais e estaduais, pagos anualmente ou uma única vez.

Hora das contas:

Despesas mensais: 1800+1000+500+400+7500 =  R$ 11.200,00 / mês
Receita mensal básica: 200*80*3 = R$ 48.000,00 / mês
Saldo: R$ 36.800,00 de pro labore para o dono do negócio

Caralho! Por que que eu tô perdendo tempo aqui nesse blog? Bom, porque eu geralmente termino o que começo. Mas acho que já vou tentar achar um bairro carente qualquer onde a Vivo não chega (ou "diz" que não chega) pra tentar este plano "pequenas antenas, grandes negócios".

Na minha vila, descobri que o ponto de fibra está em uma lan house à 500 metros de minha casa! Então até lá chega fibra, mas na minha casa NÃO CHEGA ADSL, né? Isso porque geralmente quem abre este tipo de negócio são justamente as pessoas que antes trabalhavam para a Vivo, ou seja, técnicos e analistas de telecomunicações e TI que podem ter sido demitidos ou montaram seus planos de negócio quando ainda trabalhavam para a empresa.

Ou seja: existe um conluio entre a Vivo e estas microempresas de varejo de internet wi-fi. Mas porque a Vivo:

1 - não disponibiliza estas informações quando a consulta por CEP de disponibilidade de ADSL/Speedy indicar um local que só pode ser (ou a "micromáfia" quer que seja) atendido pela modalidade rádio via terceirizada (algo do tipo "Sua localidade é atendida por outras modalidades de internet além de ADSL oferecida pelas empresas X, Y e Z. Clique aqui para saber mais" PELO MENOS PRA DEIXAR A COISA MAIS BONITINHA)?

2 - insiste em, na consulta por CEP acima, disponibilizar planos de 1 a 4 mega para locais que, na realidade, não são atendidos por esta modalidade, o que só é descoberto quando é feito o contato telefônico por parte do cliente ou do operador da empresa?

Coisas que membros de oligopólios nunca costumam responder (e tendem a perseguir quem pergunta), como se comprova na página da Nobreak NET no Reclame Aqui:


E então, continuar insistindo com a Vivo, ceder à oferta capivara da Nobreak NET ou mandar todo mundo à merda e se mudar logo deste fim-de-mundo? Qual será a decisão a ser tomada na quarta e última parte desta série? Fiquem ligados, assinem o blog e não percam o final surpreendente desta série!

Em tempo: passei o feriado de Corpus Christi na pequena vila de pescadores de Picinguaba, na divisa litoral de SP e RJ, um pingo encravado em uma enorme área conservada de Mata Atlântica. Visitei uma pousada a 500 metros de uma área conhecida por abrigar residências de veraneio de alguns políticos famosos. O local contava com fibra de 200 MB da Vivo.

R E F L I T Ã O ! ! !





segunda-feira, 11 de maio de 2015

HAJA FIBRA - Minha luta para ter banda larga em casa (PARTE 2)

Salve galera! Fiquei sabendo que vocês curtem umas séries e tal... então entrei nessa modinha e dou aqui continuidade a esta série "baseada em fatos reais"! Ou, parafraseando o DOCTV: "Quando a realidade parece ficção, é hora de fazer uma postagem no blog!"


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

HAJA FIBRA! - Minha luta para ter banda larga fixa em casa (parte 1)



Salve galera! Salve-se quem puder dos abusos das grandes corporações!

Conforme prometido, vou iniciar aqui a série que registra por escrito a cantilena que todos os meus amigos e conhecidos têm ouvido sempre que perguntam boquiabertos: "MAS POR QUE VOCÊ NÃO TEM INTERNET EM CASA"???

E, sim, isto servirá de documentação para uma eventual denúncia ou processo judicial, já que ficar só "na palavra" não ajuda em nada e acaba servindo como atestado de incompetência implícita de quem não consegue "dar um jeito nas coisas".

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Blog de férias. Enquanto isso, vamos cantar um pouquinho?

Salve galera!

Enfim vieram as férias! Frustradas, no meu caso... mas antes frustradas do que forçadas, né? (entendedores entenderão)

Mesmo assim, não fiquei trancado em casa acordando ao meio-dia e atracado no ciclo comer/beber/dormir/bater punheta... er, bem... um dia ou outro... Quem nunca, né?

Em vez disso, pus o pé na estrada e explorei toda a região que compreende o litoral norte de SP e o litoral sul do Rio! Mas no lugar das fotos da viagem, prefiro compartilhar com vocês 2 gravações que meus colegas de viagem fizeram de mim por terem adorado as músicas do Pedra Letícia que toquei pra eles!

Como qui ocê pode abandoná eu:




Resolução:



E preparem-se: em breve, o blog vai estrear uma SÉRIE! Isso mesmo! Russomano que se prepare: Este blog dará uma lição sobre direitos do consumidor (não como eles são conquistados, mas como eles são subvertidos com o aval das instituições que os criaram)

Já era carnaval! Feliz "ano novo brasileiro" pra todos!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Abrindo 2015 NA SOFRÊNCIA

Pois é, caros leitores...

2014 veio com projetos novos, o canal (para o qual a equipe do ACORDA está dando um tempo pra curtir férias), mas, de maneira inesperada, veio também o fim do meu noivado 2 dias antes do Natal... foi uma puta barra, mas fazer o quê, né? ¯\_(ツ)_/¯


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

The Voice CPTM - Um concorrente à altura do "Tiozão Chapadão do Metrô"

Pois é... sexta-feira, todo mundo já vazando do trabalho sem bater o ponto na saída, colando no primeiro bar da esquina e, quando chega a hora de pegar a condução para o lar...


Pois é, caro talento desperdiçado... você sai do bar mas o bar não sai de você. Sua mente propagando ecos do videokê... sorte que o ACORDA PRA CUSPIR está te revelando ao mundo! Não se esqueça de nós quando ficar famoso, viu?


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